domingo, 24 de agosto de 2008

Vulva Corsária.blogspot.com

Quero colocar na Vulva (opa!) Corsária todas as peripécias intelectuais, pseudo-intelectuais e nem tanto intelectuais protagonizadas ou não por mim, que podem ser contraditórias, discutíveis, absurdas, mas jamais estáticas. E para não parecer que eu sou o único pornógrafo aqui, coloco um pequeno poema de um grande poemador Carlos Drummond de Andrade. Assim talvez olhem com um pouco menos de preconceito e com um pouco mais de desejo a Vulva Corsária.

A LÍNGUA LAMBE

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.

E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,

entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.



Bom, depois de dar a palavra ao Drummond, gostaria só de reiterar que tudo que estiver postado aqui não será a mais absoluta verdade, apenas uma tentativa de tomada de posição e de definição de posição no meio da tormenta que atinge o mundo da arte e intelectual. Não sei se ficou poético demais, mas qualquer coisa é influência do poema... Seja bem-vindo!

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