A LÍNGUA LAMBE
A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.
Bom, depois de dar a palavra ao Drummond, gostaria só de reiterar que tudo que estiver postado aqui não será a mais absoluta verdade, apenas uma tentativa de tomada de posição e de definição de posição no meio da tormenta que atinge o mundo da arte e intelectual. Não sei se ficou poético demais, mas qualquer coisa é influência do poema... Seja bem-vindo!
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